Se você é pai, mãe ou cuidador de uma criança com autismo, é provável que já tenha enfrentado desafios na hora das refeições.
A seletividade alimentar autismo é uma das questões mais comuns relacionadas ao espectro autista e pode gerar muita preocupação. Mas o que exatamente é essa seletividade? E por que ela acontece com tanta frequência em crianças no espectro autista?
Hoje veremos juntos o que significa a seletividade alimentar autismo, os motivos por trás dela e como podemos lidar com essa situação de maneira mais eficaz.
O que é seletividade alimentar no autismo?
A seletividade alimentar autismo é algo que muitos pais enfrentam. Basicamente, seletividade alimentar é quando a pessoa limita, de forma incomum, a variedade de alimentos que consome.
E não estamos falando de preferências normais que todos têm, como evitar certos alimentos por gosto.
A seletividade alimentar em autistas muitas vezes envolve ignorar grupos inteiros de alimentos, como frutas, legumes, ou proteínas, e pode se manifestar de maneiras ainda mais específicas, como a recusa em comer alimentos de certa cor ou textura.
Seletividade alimentar autismo ou algo mais?
Se você percebe que sua criança autista está com uma alimentação muito restrita, é importante primeiro descartar condições médicas que possam estar contribuindo para isso.
A seletividade alimentar autismo está frequentemente ligada a questões sensoriais ou emocionais.
No entanto, problemas como refluxo gastroesofágico, alergias alimentares, ou constipação crônica também podem causar seletividade. Uma vez que essas condições médicas são descartadas, é possível abordar a seletividade alimentar do ponto de vista comportamental.
Como lidar com a seletividade alimentar no autismo?
O tratamento da seletividade alimentar autismo começa com um entendimento detalhado do histórico alimentar da criança.
Isso inclui como ela reagiu durante a introdução de novos alimentos ao longo do tempo, desde a amamentação até a comida sólida.
Além disso, é essencial observar o ambiente onde a criança come, os horários das refeições, e como os alimentos são apresentados a ela. Tudo isso influência a aceitação de novos alimentos.
Dicas práticas para pais e cuidadores
Aqui vão algumas dicas práticas para lidar com a seletividade alimentar autismo no dia a dia:
- Mantenha uma programação regular para as refeições, eliminando lanches fora de hora.
- Limite o acesso a líquidos, exceto água, entre as refeições.
- Comece com pequenas porções de novos alimentos e aumente gradualmente.
- Utilize o universo da criança, como personagens favoritos, para tornar a refeição mais atraente.
O que fazer quando a criança não aceita novos alimentos?
Introduzir novos alimentos é apenas parte do desafio; fazer com que a criança realmente coma e engula esses alimentos é outra história.
Comece com alimentos de textura suave, como purês e iogurtes, que são mais fáceis de engolir. A ideia é criar uma experiência positiva que encoraje a criança a aceitar e engolir novos alimentos sem rejeição.
Consequências da seletividade alimentar no autismo
A seletividade alimentar no autismo pode ter consequências significativas, como deficiências nutricionais, problemas de crescimento, e até impactos sociais.
Adolescentes com seletividade alimentar podem enfrentar desafios adicionais, como o estigma social e dificuldades em situações que envolvem refeições em grupo.
Como a terapia alimentar pode ajudar?
A terapia alimentar é uma abordagem que pode ajudar a expandir o repertório alimentar de crianças autistas.
Ela envolve trabalhar com profissionais como nutricionistas e terapeutas ocupacionais para desenvolver estratégias que ajudem a criança a superar suas dificuldades alimentares.
Essa terapia começa no consultório, mas seu sucesso depende da continuidade no ambiente familiar.
A seletividade alimentar autismo: um desafio, mas não insuperável
A seletividade alimentar é apenas um dos exemplos de situações do campo alimentar que podem acontecer com autistas.
Para as mães e pais que se preocupam com a alimentação, esta pode ser uma fase um tanto quanto ingrata, já que parece que os esforços não dão em nada.
No entanto, além do apoio familiar, que é muito importante, intervenções multidisciplinares podem resolver tanto as questões físicas como as comportamentais que levam ao problema.
A seletividade alimentar pode ocorrer em qualquer fase da vida do autista, mas, por mais difícil que pareça, é uma condição em geral, temporária que tem solução.
No meio disso, os responsáveis pela criança devem assegurar que a alimentação está sendo feita de forma segura e saudável.
Você pode se interessar pelo nosso blog –→ Atividades para autistas.